Literatura en tiempos de la imagen | en chat
OBS: Ayer, tuvimos problemas técnicos en el acceso de extranjeros a nuestra sala de debate. Felipe Sentelhas, el hombre de la tecnología, está cambiando el servidor de chat para que nadie se queda fuera.
O poeta José Geraldo Neres (Garça/São Paulo, 1966) manda a seguinte pergunta aos debatedores:
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É possível acreditar que, no ato criativo de um ficcionista, por exemplo, ele já vislumbre uma adaptação para o cinema?
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maizinha
¿Dónde está la crítica? | en chat
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Ayer, tuvimos problemas técnicos en el acceso de extranjeros a nuestra sala de debate. Felipe Sentelhas, el hombre de la tecnología, está cambiando el servidor de chat para que nadie se queda fuera.
O poeta José Geraldo Neres (Garça/São Paulo, 1966) manda as seguintes perguntas aos debatedores:
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Quando deixaremos de realizar crítica a partir do critério pessoal, deixando que isto influencie na vida ou morte de um livro?
-
Como podemos divulgar o bastante nossas obras para que um crítico de boa vontade venha a resenhar um desconhecido?
às 19 horas, é a vez de Flávia Rocha, Márcia Tiburi, Martin Barea Mattos e Wladimir Cazé discutirem Literatura em tempos de imagem.
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maizinha
Yaxkin Melchy homenageia o Piva
Yaxkin Melchy, da Cidade do México, nos manda poema incrível em homenagem ao Roberto
Piva, junto com vídeo, siga a rota
(y los videos virtuales1 son los sueños de los que aún no nacen).
PRÓLOGO A k-PAX
a Roberto Piva en homenaje
estoy componiendo barro
y la orquesta sinfónica del prólogo
aquí dentro de mí voy a escribir porque afuera vive un monstruo
y esta es mi alma hecha de colores un cometa de papel y azufre
aquí en el fondo del océano
a diez mil metros de altura en los tiempos
donde se revuelven las mareas y es pasado y futuro
aquí donde la palabra está sentada en un trono de corales negros
y la luz oscura se parcela y hace rayas y se planta la luz
donde las hojas luminosas se abren y se cosechan los textos inauditos y los ángeles
y los jaguares sigilan como astros-universos que también están aquí concentrados en las galaxias
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FLAP, na Livraria da Folha
[LEIA AQUI A REPORTAGEM COMPLETA]
Um trechinho da entrevista concedida à Paula Dume:
Livraria da Folha – Quais são as expectativas para a quinta edição do evento?
Maiara - Este ano, arriscamos bastante. É a primeira vez que faremos debates da Flap por meio de chat, é a primeira vez que não haverá um debate presencial em lugares centrais, mas apenas em um bairro afastado do centro. Nossa expectativa é demonstrar que os debates literários e a poesia devem ser, também, um lugar de encontro das divergências, de formas estéticas diferenciadas, de gerações de escritores, de classes sociais e vozes de todos os cantos. É deixar claro que os festivais de literatura devem servir para aproximar autores e leitores. Devem permitir diálogos entre escritores conhecidos e anônimos –enfim, devem ser, de fato, um panorama da literatura em cena.
¿dónde estamos? | en chat
O poeta José Geraldo Neres (Garça/São Paulo, 1966) manda as seguintes perguntas aos debatedores:
• Não existe um mapeamento ou sistema de informação que nos oriente em pesquisas ou leituras. Como podemos afirmar o que é a poesia brasileira de hoje?
• Existe uma produção à espera de publicação, mas o espaço é para poucos, ou para quem tenha vontade de investir financeiramente na edição dos próprios livros. Diante disso, qual é o atual cenário da poesia brasileira?
• Considerando o papel das revistas literárias e suplementos, e, em muitos casos, do “grupo de amigos”, como revelar autores inéditos?
Amanhã, às 17 horas, é a vez de Ana Rüsche, Andrea Catropa, Casé Lontra Marques e Renan Nuernberger tentarem responder à questão Onde está a crítica?
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maizinha feliz
Quando nenhuma tradução falaria a verdade

“Estética é política”, disse Allan da Rosa. “A literatura está mais próxima da política, do que o contrário”, disse Lila. Binho, inteligentíssimo, a todo tempo nos surpreendeu com respostas ilustrativas (como no momento em que simplesmente leu um poema).
Sr. Pedro, nada santo, desaguou todas as mágoas. Guarda-chuvas foram arrebentados, roupas ficaram encharcadas, mas a FLAP! não se deixou abater, e, muitíssimo bem recebida, usufruiu da efervescência do Sarau Vila Fundão. Depois que a chuva deu trégua, participamos de um debate caloroso e de altíssimo nível.
Este é um relato pessoal (pois todo relato é pessoal. Do contrário, seria tirano). A afirmação, veja bem, quer puxar controvérsias. Nem sempre pergunta vem com ponto de interrogação no fim.
O que é centro? O que é periferia? Essa não é uma discussão filosófica, é uma discussão, sobretudo, geopolítica. Mas dizer isso está longe de ser o bastante. Às vezes, é melhor olhar entre as palavras – não o que elas dizem, e sim o que elas ocultam. Saber ouvir também é isso. Não supor intenções, não adiantar conceitos. Às vezes, o corpo demonstra o que não foi dito e está ali, ainda mais vivo do que a palavra derramada. Mas sei bem, talvez digam “é preciso se comunicar de modo que todos compreendam a motivação, o propósito, palavra por palavra”. E a resposta é esta: TODA comunicação mostra apenas quem lê.
E quem lê se mostra. Mostra-se participante, interessado em saber do outro, do que se desdobra em estética, em arranjo, em mistério. Cada forma é um universo em miniatura, com leis próprias.
Às vezes, é preciso sentir-se inadequado. A roupa úmida, a sensação de que há uma barreira linguística a transpor, uma série de pré-julgamentos a vencer. É preciso suportar a sensação, expandir esses limites, tão duros.
Quando nenhuma tradução falaria a verdade.
Quão importante é receber o estrangeiro com alegria (estrangeiro no sentido de estranho, diferente – vindo de qualquer parte); reconhecer a excentricidade como algo a ser lido (excentricidade no sentido do que está fora das regiões seguras, confortáveis – o que está fora, enfim, distante do centro do indivíduo, ou do que a Psicanálise chamaria de ego e alguns, de umbigo).
Fernando Ferrari de Souza recebeu a FLAP! de braços abertos, de sorriso aberto. O Sarau Vila Fundão estava cheio de pessoas interessantes e interessadas. Após o debate, ainda estavam ali, prontas para continuar a conversa, cheias de vitalidade.
Algo mexeu muito comigo neste encontro. E não é a primeira vez. Depois de todas as reflexões virtuais, que se iniciam hoje, gostaria de encontrar vocês, aí do outro lado desta tela, lá no Sarau do Binho, dia 11, às 20 horas, na festa de fechamento do festival.
Maiara Gouveia
PS: Logo mais, por AQUI, o debate será Onde estamos?
La Belleza de No Pensar en FLAP 2010
Ignacio Muñoz Cristi manda vídeo-poesia feito especialmente para a FLAP!
você também participa!
Theotonio Paiva manda o poema Nasci numa cidade solar.
NASCI NUMA CIDADE SOLAR
Entre dores gritos tiros
E um desejo desafortunado.
As mulheres seminuas
transeuntes insuspeitas
embaralharam as pulsões mercadológicas
e os ditos de língua feita.
A primeira bailarina
A derradeira ausência
As vestes da cornucópia à beira-mar
A cidade solar impiedosamente se aproxima
Onde se estarrece o pranto
E o tanto do apiedado.
A cidade banhada por mares
Mítica cidade grega: de muitos sofrimentos e desejos.
Lívia Lopes Marangoni, de apenas 13 anos, manda texto em prosa:
Olhares
A cortina cobria a suave fresta de luz que batia nos meus olhos. Minhas pupilas se dilataram e os negros dos meus olhos refletiram toda a imagem daquele quarto.
O coração batia rápido, sem ritmo, sem padrão. Não era quente, nem frio… Não dava para acompanhar, nem prestar atenção. A pele arrepiava, mas não era de frio, era de nervoso, insegurança, medo. As mãos tremiam, não sabiam pra onde ir, o que fazer. O rosto estava quente, fervendo e eu sentia o latejo do calor.
Enquanto isso, a luz diminuía e a cortina era balançada por uma brisa fria. O quarto ia tomando um ar escuro. O silêncio gostoso, calmante, tomava conta.
Ele estava ali, parado, como uma estátua no quarto. Sua pele estava forrada com uma penugem de barba por fazer. Era macia e delicada. Era possível sentir o sangue enchendo seus lábios rosados
Sua mão mostrava veias contraídas, nervosas. Seu braço era contornado pela pele de cor dourada. Sua respiração, assim como meu coração era descompassada, sem nexo.
Eu e ele, nesse desencontro, parecíamos nos encontrar. Nessa falta de harmonia entre nossos próprios corpos, nos conectávamos. Eram apenas olhares, nenhum toque, nenhuma carícia. Os rostos tornaram-se vermelhos no mesmo instante.
Ele se aproximou e nossas respirações se cruzaram. Fiquei com medo de encará-lo, mas seu olhar me procurou, persistente. Fiquei sem ação, não pude resistir. Meus olhos se fixaram nos dele e assim ficamos, até o sol virar lua e as nuvens estrelas.
Esfinge e poema inacabado
O SARAU NA WEB continua. Já participou? Daqui, o link para o livro-poema Esfinge, de Victor Del Franco: http://issuu.com/vdfranco/docs/esfinge_2010
E o texto de Wladimir Cazé.
Poema inacabado
Aquele animalzinho indefinido, achado
na estrada acidentada do sonho,
te molesta
com mordidelas nos calcanhares
- quando o que mais queres
é concentrar-te no caminho,
evitando os obstáculos que dificultam a viagem.
A cada vez que tentas distraí-lo
sua pequena mandíbula
volta a te perseguir,
cravando nos teus pés
pontiagulhas minúsculas.
Não adianta afastá-lo com safanões e ameaças,
nem erguê-lo sobre o asfalto,
preso pelo pêlo entre os dedos,
enquanto com a outra mão
pões em sua boca
algumas daquelas folhas douradas
caídas ao longo da rodovia:
sempre ele recomeça sua áspera carícia,
feita de cálcio, instinto e persistência.
Hoje|FLAP de portas abertas
Hoje (7.10), vamos ao Sarau Vila Fundão, discutir sobre os livros importantes que não lemos.
É muito importante que a FLAP se desloque até os bairros mais afastados do centro, pois, como foi dito ao Bruno Huberman, da Revista Carta Capital:
Não pretendemos bancar os paladinos que levam literatura às “periferias”. Pretendemos, sim, conhecer de perto a literatura produzida ali, criar vínculos entre pessoas de regiões e modos de pensar distintos; olhar para fora (em vários sentidos).
Os convidados, escolhidos pelo nosso cicerone da Rua Glenn, Fernando Ferrari, já participaram do nosso festival e são atuantes em diversas frentes: o Allan da Rosa é educador e editor (Edições Toró); o Binho mantém um dos Saraus mais tradicionais de São Paulo e o Serginho Poeta faz parte dessa mesma turma que batalha para que a voz desses cantos presentes nos arredores da cidade ecoem aqui e ali, sem amarras, derrubando muralhas.
Amanhã (08.10), às 20 horas, tem início a série de debates virtuais – em que iremos revisitar temas de debates anteriores (como parte da comemoração de 5 anos).
Com a presença de autores das mais variadas estéticas, idades, procedências e formas de refletir a respeito da arte e suas relações com o mundo que nos cerca, aproveitaremos todos os recursos das mídias virtuais para dar continuidade à ocupação de tempos e espaços os mais diversos.
Além da leitura nos Saraus (Vila Fundão e Bar do Binho, respectivamente), criamos o Sarau na Web, em que publicamos (antes, durante e depois do evento) textos e vídeos de muitos poetas e damos abertura, também, à participação do público que nos acompanha.
Outra forma de atuação de nossos especialíssimos convidados será por meio de perguntas aos debatedores selecionados.
No sábado e no domingo, haverá debates às 17 e às 19 horas e, na segunda-feira, encerraremos nossa festa no Bar do Binho.
Apreciem sem moderação!
Como chegar? Exibir mapa ampliado



