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a flap, por dirceu villa

Setembro 28, 2010

Para a comemoração de 5 anos, pedimos a alguns convidados de edições anteriores que falassem sobre a experiência de participar da FLAP! O primeiro a dar sua contribuição foi o poeta Alfredo Fressia (LEIA). Agora, é a vez do Dirceu Villa, que esteve conosco diversas vezes. Na foto, participação dele, junto com outros queridos, em 2006.

Ivan Marques, Andréa Catrópa, Dirceu Villa, Nelson de Oliveira e Daniela Osvald Ramos

A FLAP

Dirceu Villa

A FLAP já está aí há cinco anos. Escritores de todos os tipos & idades já passaram por ela, lendo & debatendo livremente — com aquela franqueza q terá começado com M. Brantôme  —  a literatura & a louca sociedade q lhe pôs um biombo em volta.

A FLAP sempre foi gratuita, & nunca sofreu lobby de editora para qqer tipo de exclusividade. Nunca deixou de fora algum tipo de público q quisesse participar.

A FLAP tem um nome da velha & boa safra dadaïste: proteiforme, sigla paródia de sigla.

A FLAP não é um festival para reunir bestsellers nem medalhões (cf. a nomenclatura de Machado de Assis para o assunto), porque já há um festival inteiro para o cortejo dessa fanfarra & seu séquito.

A FLAP se internacionalizou & trouxe escritores & poetas da América Latina para ampliar o espectro das leituras & o conhecimento da arte contemporânea.

A FLAP teve episódios notáveis & belos eventos. Ressalto a leitura q ocorreu, no ano passado, no Espaço Zero, de Elvira Schuartz, com poetas da América Latina (isso inclui, naturalmente, o Brasil) & o arranjo de poemas em tipo plus ultra na fachada do centro de cultura.

A FLAP ocupou espaços importantes de SP, como o próprio Espaço Zero, o teatro dos Satyros, a Casa das Rosas, & mesmo a Livraria Cultura. Vai também à periferia, & ocupa espaços virtuais.

A FLAP, no entanto, não tem atitude de prima donna, como poderia ter com essa trajetória longa & diversificada, & como outros festivais têm desde o nascimento em berço de ouro; & ainda é tratada como algo sem importância pelos meios de comunicação de massa (a massa vos saúda em forma de passa) & por outros superciliosos.

Ajudando os organizadores vez por outra durante esses anos, ouvi alguns professores universitários q disseram ter “certas desconfianças com relação a debates de poesia”, o q é coisa maravilhosa de se ouvir de professores de poesia.

Até porque quando um poeta já tem anos de consagração pública (ou está morto há séculos), essa desconfiança professoral passa sem deixar vestígios, como mero resfriado, & daí querem de toda forma associar seu nominho ao do então grande poeta.

A FLAP, no entanto, já teve também em suas leituras & debates vários professores & críticos literários q não sofrem impedimentos por essa espécie de medrosa desconfiança, o q é um ótimo sinal.

A FLAP está de volta & incorpora como módulos, em sua estrutura deste ano, partes de cada uma de suas encarnações prévias, o q é também uma auto-avaliação no percurso.

Participei, de maneiras diferentes, de várias dessas etapas. Não recuaram diante das minhas falas polêmicas & quiseram mais.

É um organismo vivo, em muitos acertos & em muitos erros, mas vivo: o q já é muito mais do q se pode dizer da maioria das coisas desse tipo.

É bom estar atento.

Gaudete,

D.

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